Eu me lembro claramente de uma espinha que tive há muitos anos atrás. Recordo-me da dor, do tamanho, da vontade que tinha de espremê-la e da sensação que tive ao fazer isso. Uma cena grotesca, eu sei, mas não pude deixar de pensar nela quando me deparei com a minha incapacidade de memorizar os nomes dos Ministros do Brasil. Foi aí que pensei: “Por que essa lembrança tão insignificante da espinha adolescente não me abandona e abre espaço no meu cérebro para que eu possa sair da minha ignorância política?”.
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