sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fragmentos de uma insônia: parte 1

A cama, fria pela sua ausência, esquenta na medida em que o volume dos meus pensamentos se torna mais alto com o cair silencioso da noite. Não é o frio solitário que me impede de dormir, mas o calor não compartilhado. Não é o barulho que me mantém acordada, e sim a compulsão ensurdecedora por pensar.

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