quinta-feira, 20 de maio de 2010

Rascunho de uma noiva


Eu não acredito em horóscopo, mas às vezes eu os leio para ter esperança. Sou orgulhosa, mas já pedi para alguém voltar para mim. Tenho pavor de perder meus amigos, mesmo já tendo perdido uns dois ou três. Odeio grosseria, mas já fui grossa com quem eu mais gostava. Já me achei um lixo e já me senti a pessoa mais foda do mundo. Uma vez acreditei que era invisível. Na outra, tinha certeza que todos me notavam. O medo infantil de ser enterrada viva, esse cresceu comigo. Meu cérebro fala muito alto e sem parar, mas pela boca tenho a impressão de que as palavras saem atrapalhadas e empobrecidas. Eu amo. Incondicionalmente, plenamente e para sempre. Mas sou tudo pela metade. Acredito em Deus, em Céu e em Inferno. Mesmo sabendo que meu Céu será o Inferno sem você. Hoje eu sou feliz. Amanhã serei inteira.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Chega de hipocrisia

Vamos ser honestos. Para o inferno com códigos de conduta empresariais, ética e respeito aos profissionais – próprios e terceiros, como nunca nos deixam esquecer. Pare de vomitar discursos e limpe a sujeira que está escondida embaixo do seu próprio rabo. Pode ter certeza, ninguém fala dela, mas todos a vêem. Afinal, quem você acha que redige, diagrama e transforma em alimento digesto essa merda toda de falação socialmente responsável? Ah, você não sabe... não está no seu outlook da firma, né? Pois é, também não há carteira de trabalho que comprove a existência de tal pessoa. Estranho, afinal não é o próprio código de conduta da companhia que diz que é preciso respeitar as leis trabalhistas? Agora, fala a verdade, em momento de crise, por que não pagar cem reais por um trabalho que fale 800? Afinal, é só comunicação, qualquer um pode fazer. E aquela contratação tão esperada, continua na espera. Não se pode mexer com os metalúrgicos, não é? Então corte os gastos com jornalistas e feche os olhos para o fato de a maioria absoluta das agências de comunicação viverem de freelancers ou nota fiscal – fria, diga-se de passagem. Não me leve a mal, para o inferno também com a Receita Federal! Mas e a sua consciência, o que fazer com ela?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cantinho da filosofia

Por que quem deve trocar as cestinhas de privada é sempre a mulher ou o pato?