quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coluna sobre Buenos Aires


http://www.guiadasemana.com.br/Florianopolis/Viagem/Noticia/Uma_visita_e_tanto_.aspx?id=60289

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A imparcialidade sob suspeita e a originalidade condenada

Somos muito pouco originais. Por diversas vezes cantamos em coro achando que estamos fazendo um solo. Abraçamos idéias que não são nossas e gritamos acalorados, imaginando que estamos defendendo algo extremamente novo e arrebatador. Conceitos e valores propagam-se como vírus e somos todos infectados por pensamentos alheios. Até quando o tema é manipulação, acabamos sendo manipulados.

Virou lugar-comum dizer que somos controlados por tudo e por todos que nos cercam. A família manipula impondo valores. O capitalismo manipula controlando nossos hábitos de consumo. O trabalho manipula determinando horários, vigiando conversas e ditando comportamentos. A televisão nos manipula impondo opiniões e tendências para estimular ainda mais o consumismo. As relações sociais são manipuladoras de atitudes. Enfim, tudo pode ser tido como um grande demônio controlador. E nós, pobres seres humanos, somos apontados como meros fantoches dentro desse universo de poderes paralelos.

A imprensa então! Ah, a imprensa.... Políticos, artistas, comunicadores, projetos de comunicadores e simpatizantes travam verdadeiras batalhas questionando se é possível uma reportagem ser isenta e imparcial. E uma imensa parcela desses debatedores afirma categórica que NÃO.

Já que é assim, ok. Para mim, é muito mais fácil pensar nas pessoas como reles bonecos dentro de uma sociedade de deuses manipuladores, pois isso permite que tenhamos sempre alguma coisa para culpar quando algo, de alguma maneira, aflige nossa consciência. “Se eu paguei os olhos da cara por uma roupa, é porque o demônio da publicidade me induziu. Se eu penso que no Brasil só tem gente safada e criminosa, é culpa do tendencioso cinema nacional. Se eu voto em determinado político, é porque o grande jornal monopolizador da informação me fez fazer isso.” Podemos encontrar mensagens subliminares em qualquer texto, imagem, som ou gesto. A visão tendenciosa está na cabeça de quem observa.

Pois eu acredito na verdade e na imparcialidade, mesmo que saiba ser difícil alcançar esses dois objetivos de forma plena. Por mais que haja uma ideologia subjacente em todos os discursos, com um mínimo de atenção é possível abstrair qualquer gordura de opinião que possa estar junto com a informação. Cabe ao leitor interpretar a notícia e não somente engoli-la.

Por fim, o fato de questionar-se a imprensa é válido na medida em que faz com que se preste mais atenção no que está sendo absorvido por tabela, mas torna-se uma alienação quando vira motivo para não acreditar em nada que se lê, ouve ou vê. Menos preguiça em realmente interagir com a notícia é uma boa dica.