domingo, 5 de dezembro de 2010

Michael Jackson sick


Estes dias estou Michael Jackson sick. Isso mesmo! Sabe quando a gente fica longe de casa e diz que está homesick? Pois é a mesma coisa. Sempre o achei genial. Antes de sua morte, costumava comentar como eu achava aquela figura Jacko Wacko um desperdício do talento do Rei do Pop, autor de brilhantes músicas e videoclipes. E olha que nem estou me referindo a Triller, mais do que venerado. Veja Billie Jean, por exemplo. Um cara que consegue transformar um simples caminhar pelas ruas em algo extraordinário não merece morrer. Sim, porque tudo o que ele fez no clipe foi andar pelas calçadas. E Bad, então! Quem nunca se imaginou em uma briga com Michael e sua gangue ao seu lado! Aqueles que dizem que ele não é um ator fenomenal, nunca viram Bad. Um magrelo, afeminado, de nariz plastificado conseguiu transmitir virilidade vestindo uma calça de couro apertada. Não é para qualquer um. Fica aqui, então, minha homenagem. Ao sempre negro, sempre homem, sempre vivo, Michael Jackson.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Diário de uma repórter freelancer


Decidi escrever um livro. Não, não me considero nenhuma gênia literata nem estou em busca de quitar minha lista de coisas a fazer antes de morrer, que inclui plantar uma árvore e ter um filho. Até porque, se fosse assim, começaria pela árvore. Já que pelo menos uma deverá ser derrubada para produzir as páginas do meu livro, nada mais certo do que priorizá-la. Também não possuo o dom da inventividade. Uma história como a que lemos nos best-sellers por aí nunca sairia de minha cabeça. Em toda a minha vida, dei prioridade às leituras de relatos reais, de biografias. Talvez seja por isso que tenha me tornado jornalista. O fato é que gosto de escrever. Sempre gostei. Não tive um diário por pura convicção de que a minha rotina adolescente não tinha nada que merecesse registro. Além do insosso dia a dia de uma estudante classe média desmotivada, a esperança de que o futuro me reservaria surpresas infinitamente mais estimulantes do que a minha então realidade me fizeram adiar a idéia de escrever. Mas de hoje não passa!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Matéria sobre horário eleitoral na revista Mundo Estranho

http://mundoestranho.abril.com.br/cinematv/horario-eleitoral-gratuito-mesmo-593542.shtml

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fragmentos de uma insônia: parte 3

Meu maior pesadelo tornou-se realidade para 33 mineiros do Chile, que aguardam pacientemente serem desenterrados da tumba compartilhada em uma mina de cobre e ouro. A recomendação da equipe de resgate é que façam regime para que possam passar pelo túnel a ser cavado para salvá-los. Como se o calor de 35 graus, o espaço ínfimo, o ar escasso e a perspectiva de passarem até quatro meses enclausurados em uma sepultura escura não fossem privações suficientes.

Pois da minha parte envio meu anjo da guarda. Que ele projeta e acalente as almas desesperadas desses trabalhadores. A Santa Paulina e a nossa mãe Maria, sempre invocadas por mim em momentos de aflição, eu peço que guardem seus milagres para meus amigos chilenos. Por estarem passando em vida o que considero a minha concepção de inferno, imploro a São Pedro que lhes abra as portas do Céu quando chegar a hora. Seus pecados já estão sendo pagos. Mas, enquanto esse dia não chega, que Deus não os deixe cair em depressão, mas livrai-os do medo. Amém.

Fragmentos de uma insônia: parte 2

Ver William Waack comemorar a liberdade do humor na cobertura política foi constrangedor, para dizer o mínimo. O ensaio mal acabado de sorriso do apresentador é assustador. Aliás, isso é mais uma prova de que a tentativa da emissora de tornar seus telejornais mais informais encontra como principal obstáculo a armadura robótica imposta durante décadas a seus âncoras. Quem foi instruído exaustivamente a se anular em frente às câmeras, anunciando as notícias como um robô, não vai adquirir um requebrado natural depois de todo esse tempo. O resultado é: Willian Frankenstein aterrorizando espectadores, Sandra Anamariabraga e Evaristo Costa causando vergonha alheia ao debaterem erupções cutâneas e flatulências em plena hora do almoço e Chico Solteiro e Carla Nãomaispinheiro em uma constrangedora convivência forçada, assistida por milhares de testemunhas de um processo de divórcio. Uma dica: pare de tentar azeitar a engrenagem enrijecida pelo tempo e troque as peças.

Fragmentos de uma insônia: parte 1

A cama, fria pela sua ausência, esquenta na medida em que o volume dos meus pensamentos se torna mais alto com o cair silencioso da noite. Não é o frio solitário que me impede de dormir, mas o calor não compartilhado. Não é o barulho que me mantém acordada, e sim a compulsão ensurdecedora por pensar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Diálogo entre dois namorados

- E essa celulite aí?
- É problema meu!
- Sei.
- Deixe para se preocupar com isso mais para frente. Quando nós casarmos, aí sim ela será problema seu.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Hora da faxina

Levante o tapete e varra os sentimentos escondidos lá embaixo para fora. Agora é a hora de deixá-los voar, sem que a razão os censure novamente. Abra as cortinas e permita que a luz entre no ambiente e ilumine os pensamentos obscurecidos pelo tempo (ou pela falta dele). Saia com sua personalidade do armário, travestida do que você quiser que ela seja no dia. Deixe a naftalina para as peças velhas e, você, respire o ar fresco da liberdade.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Qual a diferença entre psicopata e sociopata?


Matéria minha na Mundo Estranho.

Limitação

Eu me lembro claramente de uma espinha que tive há muitos anos atrás. Recordo-me da dor, do tamanho, da vontade que tinha de espremê-la e da sensação que tive ao fazer isso. Uma cena grotesca, eu sei, mas não pude deixar de pensar nela quando me deparei com a minha incapacidade de memorizar os nomes dos Ministros do Brasil. Foi aí que pensei: “Por que essa lembrança tão insignificante da espinha adolescente não me abandona e abre espaço no meu cérebro para que eu possa sair da minha ignorância política?”.

Só um café


Estou com vontade de tomar café. É engraçado como a idéia de tomar café é sempre melhor que o ato em si. Mais engraçado ainda é pensar que, mesmo sabendo que ao beber o café eu provavelmente vá estragar toda a deliciosa fantasia que estou tendo agora, não posso deixar de tomá-lo. Definitivamente não dá para viver somente de ilusão, mesmo que ela seja infinitamente mais prazerosa que a realidade.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pequenos retratos

- Ai ai...

- O que dói?

- A vida.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sacolinhas plásticas

Matéria minha da revista Mundo Estranho (Editora Abril) no site do Planeta Sustentável: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/sacolinhas-plasticas-devem-ser-banidas-comercio-579409.shtml

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O entendimento é subjetivo


A capacidade de interpretar falas, conversas, palavras e gestos é algo que definitivamente todos deveriam desenvolver. E nessas horas só peço para deixar a criatividade de lado, mais adequada para ser usada na interpretação de músicas, poesias, pinturas e outras expressões artísticas. Em uma conversa, que só seja entendido o claro, o óbvio ou o mais plausível no contexto falado. Ou até, pelo menos, que não sejam atribuídos ao locutor os mesmos devaneios criativos existentes na cabeça do espectador. Não que eu não aprecie a dádiva da inventividade, mas prefiro ser compreendida a ter atribuídos às minhas palavras sentidos cruelmente fantasiosos. Até as minhas ironias são mais simples do que possam parecer.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Colares Lu e Ju


Fazendo propaganda.

sábado, 26 de junho de 2010

Meu homem-troféu


Desfilo com ele em punho, exibindo seu brilho. Com um sorriso de quem tem um segredo, um baú do tesouro enterrado no quintal de casa. No rosto, estampado o orgulho de quem arrematou uma peça rara entre imitações baratas do leilão da vida. E como uma criança linguaruda, conto aqui sobre esse amuleto, alvo do meu desejo. Tenho sorte, ele é meu.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mapa do futuro


Hoje vou acreditar em destino, vou deixar que me apontem o caminho. Que me mostrem que eu não estou sozinha, que a culpa não é minha e que o que é meu irá chegar, basta eu ter a sabedoria de saber esperar.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para onde olhar?


Eu nasci para trilhar o caminho mais difícil, trabalhar duro, conquistar as coisas com muito suor e aos poucos. Subir cada degrau de uma vez. De acordo com a sina atribuída aos capricornianos, esse é o meu destino. Eu não acredito em horóscopo, mas tenho que dizer que, até agora, essa profecia vem se concretizando. Porém, minhas pernas já começam a ficar cansadas. Começo a pensar quantos passos curtos e pesados eu ainda preciso dar para conseguir o mínimo que espero para mim. Não é muito, garanto para você!
É, talvez seja mais fácil começar a acreditar em horóscopo e aceitar esse meu destino de uma vez. É que, não me ajuda muito nesta minha situação de busca por algo maior ter sido criada como católica... Cansei de ouvir sermões de padres sobre como Deus nos dá talentos e precisamos multiplicá-los. Isso que dá crer em algo que fala do passado para que a gente escreva o nosso futuro. Não seria mais cômodo e menos desesperador confiar em pessoas, filosofias e seitas que nos dêem nosso futuro já pronto? Como o tal do horóscopo, por exemplo?! E isso me leva ao meu pensamento inicial: nasci para trilhar o caminho mais difícil. Até na escolha de minha religião essa carga capricorniana me persegue. Estou começando a achar que astrologia não tem nada de destino. Ele é uma baita de uma maldição, isso sim.

Ok, vou falar!

Chega para a psiquiatra e diga: "Olha, doutora, eu não preciso de remédios, mas a minha família precisa que eu os tome".

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Crescendo e aprendendo

A gente descobre que virou adulto quando constata o quão mal nossos pais dirigem.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Rascunho de uma noiva


Eu não acredito em horóscopo, mas às vezes eu os leio para ter esperança. Sou orgulhosa, mas já pedi para alguém voltar para mim. Tenho pavor de perder meus amigos, mesmo já tendo perdido uns dois ou três. Odeio grosseria, mas já fui grossa com quem eu mais gostava. Já me achei um lixo e já me senti a pessoa mais foda do mundo. Uma vez acreditei que era invisível. Na outra, tinha certeza que todos me notavam. O medo infantil de ser enterrada viva, esse cresceu comigo. Meu cérebro fala muito alto e sem parar, mas pela boca tenho a impressão de que as palavras saem atrapalhadas e empobrecidas. Eu amo. Incondicionalmente, plenamente e para sempre. Mas sou tudo pela metade. Acredito em Deus, em Céu e em Inferno. Mesmo sabendo que meu Céu será o Inferno sem você. Hoje eu sou feliz. Amanhã serei inteira.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Chega de hipocrisia

Vamos ser honestos. Para o inferno com códigos de conduta empresariais, ética e respeito aos profissionais – próprios e terceiros, como nunca nos deixam esquecer. Pare de vomitar discursos e limpe a sujeira que está escondida embaixo do seu próprio rabo. Pode ter certeza, ninguém fala dela, mas todos a vêem. Afinal, quem você acha que redige, diagrama e transforma em alimento digesto essa merda toda de falação socialmente responsável? Ah, você não sabe... não está no seu outlook da firma, né? Pois é, também não há carteira de trabalho que comprove a existência de tal pessoa. Estranho, afinal não é o próprio código de conduta da companhia que diz que é preciso respeitar as leis trabalhistas? Agora, fala a verdade, em momento de crise, por que não pagar cem reais por um trabalho que fale 800? Afinal, é só comunicação, qualquer um pode fazer. E aquela contratação tão esperada, continua na espera. Não se pode mexer com os metalúrgicos, não é? Então corte os gastos com jornalistas e feche os olhos para o fato de a maioria absoluta das agências de comunicação viverem de freelancers ou nota fiscal – fria, diga-se de passagem. Não me leve a mal, para o inferno também com a Receita Federal! Mas e a sua consciência, o que fazer com ela?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cantinho da filosofia

Por que quem deve trocar as cestinhas de privada é sempre a mulher ou o pato?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coluna sobre Buenos Aires


http://www.guiadasemana.com.br/Florianopolis/Viagem/Noticia/Uma_visita_e_tanto_.aspx?id=60289

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A imparcialidade sob suspeita e a originalidade condenada

Somos muito pouco originais. Por diversas vezes cantamos em coro achando que estamos fazendo um solo. Abraçamos idéias que não são nossas e gritamos acalorados, imaginando que estamos defendendo algo extremamente novo e arrebatador. Conceitos e valores propagam-se como vírus e somos todos infectados por pensamentos alheios. Até quando o tema é manipulação, acabamos sendo manipulados.

Virou lugar-comum dizer que somos controlados por tudo e por todos que nos cercam. A família manipula impondo valores. O capitalismo manipula controlando nossos hábitos de consumo. O trabalho manipula determinando horários, vigiando conversas e ditando comportamentos. A televisão nos manipula impondo opiniões e tendências para estimular ainda mais o consumismo. As relações sociais são manipuladoras de atitudes. Enfim, tudo pode ser tido como um grande demônio controlador. E nós, pobres seres humanos, somos apontados como meros fantoches dentro desse universo de poderes paralelos.

A imprensa então! Ah, a imprensa.... Políticos, artistas, comunicadores, projetos de comunicadores e simpatizantes travam verdadeiras batalhas questionando se é possível uma reportagem ser isenta e imparcial. E uma imensa parcela desses debatedores afirma categórica que NÃO.

Já que é assim, ok. Para mim, é muito mais fácil pensar nas pessoas como reles bonecos dentro de uma sociedade de deuses manipuladores, pois isso permite que tenhamos sempre alguma coisa para culpar quando algo, de alguma maneira, aflige nossa consciência. “Se eu paguei os olhos da cara por uma roupa, é porque o demônio da publicidade me induziu. Se eu penso que no Brasil só tem gente safada e criminosa, é culpa do tendencioso cinema nacional. Se eu voto em determinado político, é porque o grande jornal monopolizador da informação me fez fazer isso.” Podemos encontrar mensagens subliminares em qualquer texto, imagem, som ou gesto. A visão tendenciosa está na cabeça de quem observa.

Pois eu acredito na verdade e na imparcialidade, mesmo que saiba ser difícil alcançar esses dois objetivos de forma plena. Por mais que haja uma ideologia subjacente em todos os discursos, com um mínimo de atenção é possível abstrair qualquer gordura de opinião que possa estar junto com a informação. Cabe ao leitor interpretar a notícia e não somente engoli-la.

Por fim, o fato de questionar-se a imprensa é válido na medida em que faz com que se preste mais atenção no que está sendo absorvido por tabela, mas torna-se uma alienação quando vira motivo para não acreditar em nada que se lê, ouve ou vê. Menos preguiça em realmente interagir com a notícia é uma boa dica.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A coisa mais normal do mundo

Um dia acho que serei capaz de achar normal a Patrícia Travassos parar três estranhas em uma praia e perguntar: “Como anda o intestino, hein?” Juro que em muitas ocasiões tenho vontade de imitar na vida real comportamentos que vejo na televisa, só para ver o que acontece. Nesse caso específico, não sei o que me parece mais estranho: a Patrícia Travassos fazer esse tipo de pergunta para as três banhistas ou as três mulheres responderem à questão com a maior naturalidade do mundo. Juro que eu fico constrangida só de ver a cena. Glorinha kalil que me corrija se eu estiver errada, mas creio que não exista uma forma educada de perguntar para alguém se ela tem feito cocô todos os dias. Além do mais, por que a Patrícia Travassos estaria interessada em uma informação como essa?! Claro, eu sei, é só um comercial. Mas agora me deu medo de comer Activia e topar com a atriz perguntando para mim se o yogurt funcionou.