sexta-feira, 6 de março de 2009

Quando um beijo pode ser uma ofensa

Uma vez, eu briguei com um colega de trabalho. O motivo foi estúpido e a discussão mais ainda, mas o fato é que, depois disso, nossa relação não foi mais a mesma. Nunca houve pedidos de desculpas nem retratações, e o tempo foi passando, varrendo para os cantos toda a imundice dita naquele dia. E essa sujeira ficou ali, acumulada em montinhos, descansando no assoalho do escritório, pronta para, a qualquer pisada mais forte ou sopro de voz mais alterada, levantar vôo e rodopiar pelo ambiente novamente.

Com o decorrer dos meses, a civilidade nos obrigou a fingirmos que esquecemos o que aconteceu. Conversas sem-graças, troca de olhares incômodas, e a sensação era a de que éramos dois estranhos, obrigados a conviver um com o outro.
Foi aí que uma rotina se estabeleceu. Todos os dias, ele vinha e me cumprimentava com um beijo no rosto. Por mais acostumada que eu estivesse com esse tipo de saudação, cada vez que ele fazia isso, sentia-me agredida com aquela proximidade. Foi aí que percebi que um beijo pode ser tão incômodo quanto uma ofensa.

4 comentários:

  1. Jézuis!
    Quero saber dessa história depois. RS.
    Beijo, PAU.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. putamerda... sei como é...
    tapa com luva de...
    :O) saudas d'ocê!

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  4. Meuuuuuuuuu, depois de sexta-feira eu me toquei sobre esse post. Rs. Saquei tudooo! PX9.

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