Uma vez, eu briguei com um colega de trabalho. O motivo foi estúpido e a discussão mais ainda, mas o fato é que, depois disso, nossa relação não foi mais a mesma. Nunca houve pedidos de desculpas nem retratações, e o tempo foi passando, varrendo para os cantos toda a imundice dita naquele dia. E essa sujeira ficou ali, acumulada em montinhos, descansando no assoalho do escritório, pronta para, a qualquer pisada mais forte ou sopro de voz mais alterada, levantar vôo e rodopiar pelo ambiente novamente.
Com o decorrer dos meses, a civilidade nos obrigou a fingirmos que esquecemos o que aconteceu. Conversas sem-graças, troca de olhares incômodas, e a sensação era a de que éramos dois estranhos, obrigados a conviver um com o outro.
Foi aí que uma rotina se estabeleceu. Todos os dias, ele vinha e me cumprimentava com um beijo no rosto. Por mais acostumada que eu estivesse com esse tipo de saudação, cada vez que ele fazia isso, sentia-me agredida com aquela proximidade. Foi aí que percebi que um beijo pode ser tão incômodo quanto uma ofensa.
Jézuis!
ResponderExcluirQuero saber dessa história depois. RS.
Beijo, PAU.
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ResponderExcluirputamerda... sei como é...
ResponderExcluirtapa com luva de...
:O) saudas d'ocê!
Meuuuuuuuuu, depois de sexta-feira eu me toquei sobre esse post. Rs. Saquei tudooo! PX9.
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