quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Drogas, blah!


Enquanto o via ir embora, ao lado, na TV, a cena parecia se repetir. A aversão por novelas se transforma em uma relação de cumplicidade, como duas comadres a consolarem uma à outra. Aos poucos, as feridas, ainda abertas, vão ficando como que anestesiadas e já não doem mais. Dia a dia, os ruídos do televisor se tornam cada vez mais altos e não se pode mais ouvir os próprios sentimentos. Os pensamentos são sufocados pelas histórias, que, sedutoramente, embriagam a telespectadora. Os compromissos fora do sofá são desmarcados e os pés ganham amarras que a impedem de se mover. O companheirismo de tempos atrás torna-se dependência, um vício.

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