domingo, 16 de janeiro de 2011

BBB 11


Primeiro dia de BBB11 e eu já odeio uns três participantes desde criancinha. Também, como era de se esperar, já soltaram todos os clichês repetidos a cada edição: “isso é um jogo”, “só quem tá aqui dentro sabe como é” e assim por diante. A novidade ficou por conta do primeiro casal da casa ter como membro o cara mais feio da edição! Bem-acertado foi o apelido dado à gorda loira: Jabulani. Mesmo que a moda da Copa já tenha passado, fica a dica sobre quem deve sair rolando - ou quicando - para fora daquele lugar. Sim, sou fã de Big Brother. Quanto mais idiota, melhor!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Michael Jackson sick


Estes dias estou Michael Jackson sick. Isso mesmo! Sabe quando a gente fica longe de casa e diz que está homesick? Pois é a mesma coisa. Sempre o achei genial. Antes de sua morte, costumava comentar como eu achava aquela figura Jacko Wacko um desperdício do talento do Rei do Pop, autor de brilhantes músicas e videoclipes. E olha que nem estou me referindo a Triller, mais do que venerado. Veja Billie Jean, por exemplo. Um cara que consegue transformar um simples caminhar pelas ruas em algo extraordinário não merece morrer. Sim, porque tudo o que ele fez no clipe foi andar pelas calçadas. E Bad, então! Quem nunca se imaginou em uma briga com Michael e sua gangue ao seu lado! Aqueles que dizem que ele não é um ator fenomenal, nunca viram Bad. Um magrelo, afeminado, de nariz plastificado conseguiu transmitir virilidade vestindo uma calça de couro apertada. Não é para qualquer um. Fica aqui, então, minha homenagem. Ao sempre negro, sempre homem, sempre vivo, Michael Jackson.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Diário de uma repórter freelancer


Decidi escrever um livro. Não, não me considero nenhuma gênia literata nem estou em busca de quitar minha lista de coisas a fazer antes de morrer, que inclui plantar uma árvore e ter um filho. Até porque, se fosse assim, começaria pela árvore. Já que pelo menos uma deverá ser derrubada para produzir as páginas do meu livro, nada mais certo do que priorizá-la. Também não possuo o dom da inventividade. Uma história como a que lemos nos best-sellers por aí nunca sairia de minha cabeça. Em toda a minha vida, dei prioridade às leituras de relatos reais, de biografias. Talvez seja por isso que tenha me tornado jornalista. O fato é que gosto de escrever. Sempre gostei. Não tive um diário por pura convicção de que a minha rotina adolescente não tinha nada que merecesse registro. Além do insosso dia a dia de uma estudante classe média desmotivada, a esperança de que o futuro me reservaria surpresas infinitamente mais estimulantes do que a minha então realidade me fizeram adiar a idéia de escrever. Mas de hoje não passa!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Matéria sobre horário eleitoral na revista Mundo Estranho

http://mundoestranho.abril.com.br/cinematv/horario-eleitoral-gratuito-mesmo-593542.shtml

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fragmentos de uma insônia: parte 3

Meu maior pesadelo tornou-se realidade para 33 mineiros do Chile, que aguardam pacientemente serem desenterrados da tumba compartilhada em uma mina de cobre e ouro. A recomendação da equipe de resgate é que façam regime para que possam passar pelo túnel a ser cavado para salvá-los. Como se o calor de 35 graus, o espaço ínfimo, o ar escasso e a perspectiva de passarem até quatro meses enclausurados em uma sepultura escura não fossem privações suficientes.

Pois da minha parte envio meu anjo da guarda. Que ele projeta e acalente as almas desesperadas desses trabalhadores. A Santa Paulina e a nossa mãe Maria, sempre invocadas por mim em momentos de aflição, eu peço que guardem seus milagres para meus amigos chilenos. Por estarem passando em vida o que considero a minha concepção de inferno, imploro a São Pedro que lhes abra as portas do Céu quando chegar a hora. Seus pecados já estão sendo pagos. Mas, enquanto esse dia não chega, que Deus não os deixe cair em depressão, mas livrai-os do medo. Amém.

Fragmentos de uma insônia: parte 2

Ver William Waack comemorar a liberdade do humor na cobertura política foi constrangedor, para dizer o mínimo. O ensaio mal acabado de sorriso do apresentador é assustador. Aliás, isso é mais uma prova de que a tentativa da emissora de tornar seus telejornais mais informais encontra como principal obstáculo a armadura robótica imposta durante décadas a seus âncoras. Quem foi instruído exaustivamente a se anular em frente às câmeras, anunciando as notícias como um robô, não vai adquirir um requebrado natural depois de todo esse tempo. O resultado é: Willian Frankenstein aterrorizando espectadores, Sandra Anamariabraga e Evaristo Costa causando vergonha alheia ao debaterem erupções cutâneas e flatulências em plena hora do almoço e Chico Solteiro e Carla Nãomaispinheiro em uma constrangedora convivência forçada, assistida por milhares de testemunhas de um processo de divórcio. Uma dica: pare de tentar azeitar a engrenagem enrijecida pelo tempo e troque as peças.

Fragmentos de uma insônia: parte 1

A cama, fria pela sua ausência, esquenta na medida em que o volume dos meus pensamentos se torna mais alto com o cair silencioso da noite. Não é o frio solitário que me impede de dormir, mas o calor não compartilhado. Não é o barulho que me mantém acordada, e sim a compulsão ensurdecedora por pensar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Diálogo entre dois namorados

- E essa celulite aí?
- É problema meu!
- Sei.
- Deixe para se preocupar com isso mais para frente. Quando nós casarmos, aí sim ela será problema seu.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Hora da faxina

Levante o tapete e varra os sentimentos escondidos lá embaixo para fora. Agora é a hora de deixá-los voar, sem que a razão os censure novamente. Abra as cortinas e permita que a luz entre no ambiente e ilumine os pensamentos obscurecidos pelo tempo (ou pela falta dele). Saia com sua personalidade do armário, travestida do que você quiser que ela seja no dia. Deixe a naftalina para as peças velhas e, você, respire o ar fresco da liberdade.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Qual a diferença entre psicopata e sociopata?


Matéria minha na Mundo Estranho.

Limitação

Eu me lembro claramente de uma espinha que tive há muitos anos atrás. Recordo-me da dor, do tamanho, da vontade que tinha de espremê-la e da sensação que tive ao fazer isso. Uma cena grotesca, eu sei, mas não pude deixar de pensar nela quando me deparei com a minha incapacidade de memorizar os nomes dos Ministros do Brasil. Foi aí que pensei: “Por que essa lembrança tão insignificante da espinha adolescente não me abandona e abre espaço no meu cérebro para que eu possa sair da minha ignorância política?”.

Só um café


Estou com vontade de tomar café. É engraçado como a idéia de tomar café é sempre melhor que o ato em si. Mais engraçado ainda é pensar que, mesmo sabendo que ao beber o café eu provavelmente vá estragar toda a deliciosa fantasia que estou tendo agora, não posso deixar de tomá-lo. Definitivamente não dá para viver somente de ilusão, mesmo que ela seja infinitamente mais prazerosa que a realidade.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pequenos retratos

- Ai ai...

- O que dói?

- A vida.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sacolinhas plásticas

Matéria minha da revista Mundo Estranho (Editora Abril) no site do Planeta Sustentável: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/sacolinhas-plasticas-devem-ser-banidas-comercio-579409.shtml

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O entendimento é subjetivo


A capacidade de interpretar falas, conversas, palavras e gestos é algo que definitivamente todos deveriam desenvolver. E nessas horas só peço para deixar a criatividade de lado, mais adequada para ser usada na interpretação de músicas, poesias, pinturas e outras expressões artísticas. Em uma conversa, que só seja entendido o claro, o óbvio ou o mais plausível no contexto falado. Ou até, pelo menos, que não sejam atribuídos ao locutor os mesmos devaneios criativos existentes na cabeça do espectador. Não que eu não aprecie a dádiva da inventividade, mas prefiro ser compreendida a ter atribuídos às minhas palavras sentidos cruelmente fantasiosos. Até as minhas ironias são mais simples do que possam parecer.